A função social do Tarot: clareza e suporte emocional diante do preconceito religioso

Entre o preconceito e o suporte emocional, o uso das cartas se consolida como ferramenta de clareza e resistência.

A intolerância religiosa caracteriza-se pela falta de habilidade no respeito às crenças de terceiros, o que resulta em práticas de discriminação, preconceito e violência. No território brasileiro, esse comportamento configura crime inafiançável e imprescritível, conforme a legislação vigente sobre crimes de ódio. O fenômeno possui uma conexão direta com o racismo religioso, uma vez que as religiões de matriz africana, a exemplo da Umbanda e do Candomblé, ocupam o posto de principais alvos de perseguição.

As agressões ocorrem por meio de violência verbal e física, além de ataques diretos e depredações contra templos e terreiros. O escárnio público e a exclusão social no cotidiano também compõem o conjunto de manifestações desse tipo de crime. A gravidade dessas condutas sujeita os autores a penas de reclusão, com o objetivo de proteger a liberdade de culto e a dignidade humana no país.

O tarot frequentemente se encontra no centro de debates sobre intolerância religiosa, sendo alvo de preconceito e demonização, principalmente por parte de vertentes cristãs conservadoras que classificam a prática como adivinhação proibida ou idolatria.

Entrevistamos a taróloga Vitória Roma, que nos explicou como foi a introdução do Tarot na vida dela e quais mudanças a crença trouxe para a sua visa: “Ah, eu não comecei de forma profissional, obviamente, então, em 2023, eu acho, em 2024. 2024, eu ganhei o meu baralho de presente de uma pessoa especial e de uma guia com quem eu trabalho até hoje, uma mentora. E ela me deu porque eu estava atravessando um momento difícil, pessoalmente falando.”

Ela ainda nos conta que após receber de presente de sua mentora um baralho, ela começou a ajudar outras mulheres e afirma que o tarot em mudado não só a vida dela como de outras mulheres: “Então, ele trabalha muito comigo no sentido, tanto para mim quanto para as pessoas que eu atendo, não para criar dependência ou uma ditadura, mas no sentido de trazer clareza mesmo, clareza usar mais segurança na hora de tomar uma decisão, muitas vezes de trazer um conforto, porque eu atendo muitas mulheres que não encontram acolhimento e aí quando elas vêm para fazer o jogo, elas falam: “Ai, você tá vendo?- Você entende como eu me sinto e eu só consigo fazer esse trabalho através das cartas”

elatórios oficiais indicam um crescimento constante no volume de denúncias registradas em diversas regiões nacionais. Diante desse cenário, o Disque 100 funciona como o canal oficial para o recebimento de queixas e o mapeamento de casos. A identificação dessas ocorrências em todo o solo brasileiro reforça a necessidade de aplicação rigorosa das normas jurídicas para o combate efetivo às práticas de ódio religioso.

elatórios oficiais indicam um crescimento constante no volume de denúncias registradas em diversas regiões nacionais. Diante desse cenário, o Disque 100 funciona como o canal oficial para o recebimento de queixas e o mapeamento de casos. A identificação dessas ocorrências em todo o solo brasileiro reforça a necessidade de aplicação rigorosa das normas jurídicas para o combate efetivo às práticas de ódio religioso.

por Laina Moraes

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